quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

13 de Dezembro de 2012 - Centenário de Luís Gonzaga


Imagem: Rodrigo CD
 
Luís ‘Lua’ Gonzaga do Nascimento (Exu, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989) foi um compositor popular brasileiro, conhecido como o Rei do baião.[2] Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias,[3] ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).[2]
 
Fonte: Wikipedia  

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sindicato dos Bancários de Brasília repudia declarações de Luiz Felipe Scolari

A diretoria do Sindicato dos Bancários de Brasília vem a público manifestar seu mais veemente repúdio às declarações feitas pelo senhor Luiz Felipe Scolari em sua primeira entrevista coletiva no retorno ao cargo de técnico da seleção brasileira, as quais colocam em dúvida a idoneidade e a conduta dos bancários do Banco do Brasil, o que demonstra sua incapacidade de respeitar “o outro”, sua total falta de habilidade no relacionamento com pessoas e seu desprezo com profissionais comprometidos e altamente capacitados, atingindo inclusive seus familiares. O Sindicato também repudia a forma pejorativa como o episódio foi tratado por algumas pessoas, repercutindo e ampliando este lamentável fato.
 
A declaração - desrespeitosa, preconceituosa e infeliz - foi feita na sede da CBF, nesta quinta-feira 29 de novembro, e replicada por jornais e blogs. Com a frase “se não tiver pressão para quem joga futebol, é melhor trabalhar no Banco do Brasil, ali na esquina, sentar no escritório e não fazer nada”, o senhor Scolari ataca a honra de mais de 114.000
funcionários, expondo-os ao ridículo perante os 57 milhões de clientes, em mais de 5 mil agências do banco no país.
 
Esses trabalhadores sempre participaram dos momentos mais importantes do processo de desenvolvimento econômico nacional, inclusive na esfera municipal, fazendo o Banco do Brasil ser reconhecido como a maior instituição financeira pública do país. Enquanto cidadãos, sempre tomaram a iniciativa de apresentar para a sociedade um projeto alternativo de Sistema Financeiro. Em campanhas salariais, denunciam o abuso dos bancos e reivindicam redução de juros e tarifas, mais contratações e melhor atendimento aos clientes de todos os bancos.
 
Causa-nos repúdio que uma figura que, para muitos, ocupa o cargo mais importante depois da Presidência da República, fuja aos princípios éticos que devem nortear qualquer ação de um ente público e utilize os microfones para atingir a imagem de cidadãos e cidadãs com afirmações infundadas.
 
Ao contrário do que o senhor Scolari pensa e fala, os bancários do BB produzem e muito, independentemente de trabalharem numa agência ou num escritório. Eles pertencem a uma categoria e não possuem nenhuma regalia, seus benefícios e condições de trabalho são fruto de lutas históricas. Os empregados em bancos são controlados, a cada minuto, para atingirem metas abusivas, tanto da venda de produtos quanto da prestação de serviços internos e externos.
 
Não é por acaso que esta categoria está classificada entre as mais estressantes. O número de trabalhadores que tomam remédio controlado e o de afastados diagnosticados com doenças físicas e psíquicas só confirma essa realidade, desmentindo, portanto, a afirmação leviana do incauto. O processo de trabalho dos bancários foi decomposto e informatizado, terceirizado ou transferido para correspondentes bancários, acarretando uma pressão cotidiana sobre os postos de trabalho do setor.
 
Menosprezar o trabalho dos outros para querer sensibilizar seus liderados ou “familiares” sempre será uma péssima escolha.
 
Eduardo Araujo de Souza
Presidente em exercício do Sindicato dos Bancários de Brasília
 
___________________________________________________________________________
Sindicato dos Bancários de Brasília
EQS 314/315 - Bloco A - Asa Sul - Brasília - DF
www.bancariosdf.com.br - (61) 3262-9090

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Filme 'Gonzaga - de Pai para Filho'

Gênero: Drama
Duração: 120 min.
Origem: Brasil
Estreia: 26/10/2012
Direção: Breno Silveira
Roteiro: Breno Silveira
Distribuidora: Downtown Filmes
Censura: 12 anos
Ano: 2012
Sinópse: Um pai e um filho, dois artistas, dois sucessos. Um do sertão nordestino, o outro carioca do Morro de São Carlos; um de direita, o outro de esquerda. Encontros, desencontros e uma trilha sonora que emocionou o Brasil. Esta é a história de Luiz Gonzaga (1912-1989) e Gonzaguinha (1945-1991), e de um amor que venceu o medo e o preconceito e resistiu à distância e ao esquecimento.
 
"Gonzaga - de Pai para Filho" é o melhor filme brasileiro do ano
 
Por Tony Goes
 
Depois de mais de uma década lançando títulos grandiosos, conquistando prêmios internacionais e arrastando multidões às salas, o cinema nacional parecia estar na entressafra em 2012.
Os sucessos de bilheteria se fizeram mais raros: só comédias bobinhas, como "E Aí Comeu?" ou "Até que a Sorte nos Separe" conseguiram romper a barreira do milhão de espectadores. Produções ambiciosas como "Xingu" decepcionaram público e crítica.
Mas eis que surge um filmaço no horizonte. "Gonzaga - de Pai para Filho", que entra em cartaz na próxima sexta, consegue combinar apelo popular, qualidade artística e produção luxuosa. Nem por isto deixa de ser uma aposta arriscada.
Será que a garotada de hoje em dia sabe quem foram Luiz Gonzaga e seu filho Gonzaguinha? Sim, muitas das canções de ambos ainda tocam muito por aí, e são imediatamente reconhecíveis.
Mas existe interesse em saber da vida deles, como havia sobre Zezé de Camargo e Luciano? "Dois Filhos de Francisco", que contava a história da dupla sertaneja, foi a estreia em longa do diretor Breno Silveira, que também assina "Gonzaga".
Tomara que exista, pois a saga dos Gonzagas é ainda mais interessante. Só a trajetória do velho "Lua", do miserável sertão pernambucano à glória, já renderia um bom filme. Mas ela ainda é acrescida do conflito entre o velho sanfoneiro e seu filho, com quem manteve uma relação distante e conflituosa durante muito tempo.
A suspeita é apenas insinuada pelo roteiro, mas o fato é que Gonzagão desconfiava que Gonzaguinha não fosse seu filho. De fato, os dois não se pareciam em nada: nem fisicamente, nem em temperamento.
Ainda assim souberam superar as dificuldades, e se reconciliaram lindamente no final da vida. Fizeram muitos shows juntos, e eu, que já tinha idade suficiente, me arrependo de não tê-los visto ao vivo.
Breno Silveira se redime dos dois semi desastres que cometeu depois de "Dois Filhos". Tanto "Era Uma Vez" quando o recente "À Beira do Caminho" tinham roteiros fracos e mal costurados. Não é o caso desta vez.
Em "Gonzaga" tudo funciona direitinho, inclusive o elenco de caras desconhecidas. Um destaque especial precisa ser dado a Chambinho do Acordeon, sanfoneiro na vida real, que nem ator era. Ele ganhou o papel por ser parecido com Luiz Gonzaga, e também por ser músico, e foi muito bem preparado para enfrentar as câmeras: sua inexperiência não transparece em nenhum momento.
A Globo, coprodutora do filme, não está brincando em serviço. Promoveu "Gonzaga" com quadros no "Fantástico" ao longo do último mês, como que reapresentando os protagonistas a um público que talvez nem se lembre deles.
Espero que esta estratégia dê certo, pois não só se trata de um filme que empolga, como também resgata os repertórios de dois gigantes da música brasileira. Experimente assistir ao filme e não sair do cinema cantarolando.