sexta-feira, 8 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A culpa nossa de cada dia

"O homem é o único culpado de sua própria perdição", já dizia Maomé.
Todo mundo sempre se acha culpado de alguma coisa.
Alguma coisa que fez.
Alguma coisa que não fez.
Alguma coisa que fará.
Ou alguma coisa que não fará, exatamente para não sentir culpa.
Mas de onde vem a culpa?
De uma criação severa, onde os pais punem seus filhos por todas as coisas que são prazerosas?
De um aprendizado religioso que jamais sairá de nossas mentes e dos nossos corpos?
De uma cultura que quer complicar a nossa vida pelo resto de nossos dias?
Lidamos com a culpa como se ela fosse premonitória.
Parece que a culpa está diretamente ligada ao prazer.
Geralmente a culpa é seguida de qualquer ato ou pensamento que nos dá prazer.
Tudo que não dá prazer não gera culpa.
Quem se sente culpado ao levantar às 5 horas da manhã de uma segunda-feira para ir ao trabalho?
Quem se sente culpado de ir para o parque levar o cachorro para fazer xixi?
Quem se sente culpado de comer saladas e carne magra sem direito a sobremesa?
E já que a culpa é alguma coisa tão pesada e ligada ao desprazer, vamos jogar a culpa de tudo no outro.
Sim. Vamos usar esse mecanismo para nos livrar da culpa, ou caso contrário teremos que nos autopunir e autopunição não é algo tão fácil quanto jogar a culpa no outro.
Culpa gera medo, sofrimento, estagnação, submissão, remorso.
Que tal nos sentirmos menos culpados e mais responsáveis?
Afinal de contas, quando nos sentimos responsáveis temos em nossas mãos o controle da mudança.
E chega de culpa!

7 de Maio - Dia do Silêncio



É preciso fazer silêncio.

Um silêncio que selecione os sons.

Silêncio para, de vez em quando, não escutar os barulhos corriqueiros do dia-a-dia, os ruídos da rotina, do cansaço. Silêncio para ouvir os sons que ficam encobertos pelo rádio, pelas buzinas, pelo telefone, pelo ronco dos motores. Silêncio para prestar atenção ao assobio da chaleira, à tagarelice dos pássaros na árvore da rua, aos chamados do amolador de facas que ainda passeia pelas ruas do bairro, ao cantarolar da vizinha afinada, ao apelo insistente de um grilo ou de uma cigarra solitária, ao tamborilar da chuva brincando na janela.

Silêncio para não escutar as propagandas que querem vender sucesso, felicidade, prazer eterno, beleza eterna. Silêncio para não escutar as músicas que tratam a mulher como coisa, o amor como sinônimo de sexo fácil, a fidelidade como pieguice, as pessoas como palhaços. Silêncio para ouvir o silêncio dos velhos, dos mendigos, dos doentes. Silêncio para ouvir os gritos dos desesperados, dos solitários, dos injustiçados, dos esquecidos.

Silêncio para perceber como a vida flui, como bate forte o coração dos que amamos, como nos deixamos envolver por tanto barulho.

Silêncio para ouvir profundamente a voz de nosso próprio coração.

Silêncio para ouvir Deus...

Fonte: Site N. Sra. Fátima

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Bipolaridade

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"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"
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Há alguns dias eu recebi a proposta de escrever sobre a tal da bipolaridade, e confesso, foi algo que me surpreendeu nesse momento, ainda mais por ser tão forte esse assunto, ainda mais pra mim. Mas enfim, me propus a escrevê-lo e agora estou aqui, tentando descobrir por onde começo a desfiar esse rosário.

Acho que o melhor meio é tentar deixar claro, ao menos tentar, do que se trata.

Até bem pouco tempo era conhecida como psicose maníaco-depressiva, a doença bipolar do humor é caracterizada por períodos de um quadro depressivo, geralmente de intensidade grave, que se alternam com períodos de quadros opostos à depressão, isto é, a pessoa apresenta-se eufórica, com muitas atividades, às vezes fazendo muitas compras ou efetuando gastos financeiros desnecessários e elevados, com sentimento de onipotência, quase sempre acompanhados de insônia e falando muito, mais que seu habitual. Esse quadro é conhecido como mania. Tanto o período de depressão quanto o da mania podem durar semanas, meses ou anos. Geralmente a pessoa com essa doença tem, durante a vida, alguns episódios de mania e outros de depressão. É importante ficar claro que mania, no sentido médico, é diferente de mania para o leigo, significando para estes hábitos que a pessoa sempre repete.

O mais chamativo da doença bipolar do humor são os episódios de mania que podem alternar-se, geralmente ao longo dos anos, com a depressão. Os episódios começam a manifestar-se em geral por volta dos 15 a 25 anos de idade, com muitos casos de mulheres podendo ter início entre os 45 e 50 anos.

A pessoa apresentando o quadro de mania mostra um humor anormal e persistentemente elevado, expansivo, excessivamente eufórico e alegre, às vezes com períodos de irritação e explosões de raiva, contrastando com um período de normalidade, antes de a doença manifestar-se. Além disto, há uma auto-estima grandiosa (com a pessoa sentindo-se poderosa e capaz de tudo), com necessidade reduzida de dormir (a pessoa dorme pouco e sente-se descansada), apresentando-se muito falante, às vezes dizendo coisas incompreensíveis (pela rapidez com que fala), não se fixando a um mesmo assunto ou a uma mesma tarefa a ser feita.

Existem três outras formas através das quais a doença bipolar do humor pode se manifestar, além de episódios bem definidos de mania e depressão.

Uma primeira forma seria a hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e expansivo, eufórico, mas de forma mais suave. Um episódio hipomaníaco, ao contrário da mania, não é suficientemente grave para causar prejuízo no trabalho ou nas relações sociais, nem para exigir a hospitalização da pessoa.

Uma segunda forma de apresentação da doença bipolar do humor seria a ocorrência de episódios mistos, quando em um mesmo dia haveria a alternância entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, sentindo-se sem valor e sem esperança, e no momento seguinte estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, ou irritada, falante e agressiva.

A terceira forma da doença bipolar do humor seria aquela conhecida como transtorno ciclotímico, ou apenas ciclotimia, em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor, marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos períodos com sintomas depressivos, que se alternariam. Tais sintomas depressivos e maníacos não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e de mania, respectivamente. Seria, portanto, facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, marcada por instabilidade do humor.

Esta é a parte "técnica" do problema, vista por alguém que está fora, na maioria das vezes, do problema. Não é um fardo leve de se carregar, ao contrário. Falo agora por mim, como alguém que foi diagnosticada com esse transtorno. Há um sentimento de culpa quase sempre presente, pois não é algo agradável estar bem e de um segundo para outro sentir-se a pessoa mais vazia do mundo e sem nenhuma causa aparente e mesmo assim com todas possíveis. Ver os que estão ao seu lado sofrerem por não saberem lidar com o problema, ver a inutilidade das tentativas de disfarçar a situação. É horrível ter que ouvir de pessoas que não entendem que tudo depende da gente, que se não quisermos sentir essas coisas basta rezar, levantar, se sacudir. Alguma vez alguém já quis ficar doente pelo prazer de dizer que tem determinada doença? A sensação de se ser um estrangeiro em qualquer lugar é enorme, tanto que, muitas vezes, passamos a ser de nós mesmos.

Sentir-se como mais um estrangeiro num país de muitos, onde ninguém se entende é mais que comum, ainda mais quando se tenta por todos os meios falar algo e parece que jamais vai conseguir chegar a um idioma comum.

Mas há quem diga que há o lado bom, e realmente há alguns episódios em que tudo fica mais claro. Em momentos de mania, onde a insônia quase se faz crônica a produção aumenta, há sempre uma disposição maior pra efetuar pequenas tarefas, como escrever, mas é pior quando a depressão se instala e parece que fomos fatiados em dois e por mais que uma das bandas queira fazer algo a outra não se mexe.

Passar o resto da vida dependente de um remédio que ameniza e te estabiliza é como sentir que está como um pássaro que vive fora da gaiola, mas com uma corrente atada aos pés...

Segurança, confiança, felicidade são conceitos e termos que passam a ser fugazes, pois por mais que a razão (uma das bandas) prove que há e que esteja realmente ao seu lado, há sempre a outra banda revoltosa que não deixa acreditar.

Na verdade parece que somos rodeados por milhões de faces fantasmas que nos perturbam diariamente enlouquecendo-nos ainda mais com questões e conflitos para os quais nunca encontraremos respostas.

Conviver com um bipolar não é fácil, é uma tarefa enlouquecedora, admito, mas também posso dizer que é possível. Ainda mais quando há a vontade real e sincera de conhecer quem está ao seu lado, quando há amor e respeito pelas diferenças alheias.

Não sei se atingi o objetivo de escrever algo coerente sobre esse assunto que é muito doloroso, mas, aqui está um depoimento que é ao mesmo tempo um pedido de desculpas e a contestação de um fato, mas em momento algum se faz como desculpa para agir irresponsavelmente ou com o real intuito de magoar alguém.

Agradeço, de coração, a quem teve a paciência de ler esse texto tão extenso e denso!

Fonte: Site Caderno R Mulher

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Aniversário de Divaldo Franco


5 de maio de 1927
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Divaldo Pereira Franco,
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o missionário da auto-iluminação!
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Conheça a biografia de Divaldo Franco

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ayrton Senna

Imagem: Site Imotion

Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo no dia 21 de março de 1960 e faleceu em Bologna, Itália, no dia 1 de maio de 1994.

Três vezes campeão mundial de Fórmula 1 — em 1988, 1990 e 1991. Foi também vice-campeão no controverso campeonato de 1989 e em 1993.

Faleceu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994.

Sua excelente performance nas categorias anteriores — especialmente na Fórmula 3 inglesa em 1983 — o levou a estrear na Fórmula 1 no Grande Prêmio do Brasil de 1984 pela equipe Toleman-Hart.

Logo na sua primeira temporada na categoria máxima, Senna demonstrou rapidamente um talento excepcional levando a pequena equipe inglesa à exaustão e a obter resultados jamais alcançados.

É considerado um dos maiores nomes do esporte brasileiro e um dos maiores pilotos da história do automobilismo.

É bom lembrar que Ayrton tinha um acordo verbal com a Ferrari e muito provavelmente seria o piloto da scuderia italiana a partir de 1995. Fato que fez Schumacher chorar quando igualou o número de Pole Positions do ídolo.

Desde sua morte assisto Fórmula 1, mas sem tanto interesse. Perdeu a graça.

1° de maio - Dia do Trabalho






Reflexão